Bafon Oriental

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Entre tantos ornamentos no piso térreo do Soão, um letreiro de néon instalado numa das paredes junto às escadas quase passa despercebido mas dá conta de algo mais, de um piso inferior… Deixamos o bulício da taberna, mergulhamos na intimidade quase obscena do bas-fond oriental.
Um corredor estreito e pouco iluminado dá acesso ao bar e a quatro compartimentos reservados, cada um com uma decoração e luz próprias e com capacidade para quatro a seis pessoas. Nas salas Kimono, Bambu, Seda e Veludo o mistério também se senta à mesa. Todo o ambiente deste piso, com os seus vermelhos profundos, os dourados velhos e os painéis de madeira habilmente recortados à mão pelo artesão Luís Souto, remete para um certo luxo decadente. Uma sensualidade ténue e inebriante paira no ar e o olhar atento do dragão que o ilustrador e tattoo artist Miguel Brum gravou numa das paredes não deixa ninguém indiferente.